
Esta segunda-feira (22) foi um dia para sempre: o atacante argentino Lionel Messi escreveu uma das mais belas páginas da história do futebol. Ninguém fez tantos gols em Copas do Mundo. Messi é, agora, o maior artilheiro de todas as Copas. Quem mostra é o repórter Marcelo Courrege.
Um amor que atravessa gerações. Os pequenos se identificam, e as vovós cultuam um gênio daqueles que aparecem a cada século. Uma tem 100 anos e afirma, com orgulho, ser fã de Messi.
Em Dallas, mais de 70 mil. No mundo, centenas de milhões à espera do 17º gol de Messi para virar o maior artilheiro da história das Copas. Quando o Posch derrubou o Lautaro Martinez na área, isso parecia uma questão de poucos minutos. Mas os heróis também falham. Na verdade, no acordo de Lionel Messi com os deuses da bola, os pênaltis perdidos parecem ser a contrapartida. Nenhum jogador perdeu tantos pênaltis em Copas – já são três.
Os torcedores austríacos aproveitaram o momento para provocar: “Quem é Messi?”. É o gênio que vive na cara do gol. Dessa vez, o Alaba salvou. O goleiro Schlager já estava batido no lance. Messi, que não pode ficar livre. Cruzamento do Medina, corta-luz do Almada, para o camisa 10 chutar de primeira. A batida clássica com a perna esquerda. Uma jogada linda, trabalhada, para coroar Lionel Messi no topo da Copa do Mundo. O 17º gol do craque argentino. Ele se tornava o artilheiro isolado na história dos Mundiais.
A torcida dividida entre a loucura da comemoração e o desejo irresistível de registrar esse momento tão especial. Uma lembrança eternizada, que teria ainda mais um capítulo no segundo tempo, quando o camisa 10 argentino parecia mais distante do jogo. A cada substituição, a torcida suspirava por mais alguns minutos dele em campo. Messi ficou até o fim. Viu a Áustria ameaçar o empate. Até que ele arrancou, tentou um passe para o Julian Álvarez. Só que a bola procura o maior dos craques. O 18º gol em Copas foi o da insistência.








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