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Morar em Irecê Está Mais Difícil: Cidade Sofre com Alta dos Aluguéis

Entre 2013 e 2015, Irecê viveu um dos períodos mais importantes da habitação popular no município. Milhares de famílias realizaram o sonho da casa própria através do programa Minha Casa Minha Vida. Hoje, em 2026, a realidade é diferente: há mais de uma década sem novos projetos habitacionais populares, moradores enfrentam aluguéis altos, terrenos valorizados e dificuldade para permanecer na cidade. Em setembro de 2013, foram entregues 244 unidades do Loteamento Professora Ieda Dourado II, beneficiando 976 pessoas em Irecê. As moradias faziam parte do programa Minha Casa Minha Vida II/Moradia Digna, com investimento de R$ 11,5 milhões. 

As casas contavam com infraestrutura completa, pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário e energia elétrica. Na época, o então governador Jaques Wagner destacou a importância do programa para garantir dignidade às famílias baianas. Muitos moradores deixaram de pagar aluguel após décadas vivendo em casas alugadas ou em situação precária. Dois anos depois, em maio de 2015, mais 500 famílias receberam casas no Residencial Vida Bela, empreendimento construído com investimentos superiores a R$ 30 milhões. O condomínio possuía área de lazer, quadra esportiva, praça, parque infantil e casas adaptadas para pessoas com deficiência. Naquele período, Irecê ultrapassava mil unidades habitacionais entregues pelo programa federal, fortalecendo a expectativa de crescimento urbano aliado à inclusão social. Porém, desde então, o município não voltou a receber novos conjuntos habitacionais do Minha Casa Minha Vida em larga escala. Em 2026, a população convive com uma realidade completamente diferente. O aumento no valor dos aluguéis, terrenos e imóveis tem preocupado trabalhadores do comércio local, jovens famílias e pessoas de baixa renda. 

Em diversos bairros da cidade, o custo do aluguel já compromete grande parte da renda mensal dos moradores. Com isso, muitos trabalhadores têm buscado alternativas em cidades vizinhas como São Gabriel, Lapão e Presidente Dutra, onde os custos de moradia ainda são mais acessíveis. A situação evidencia um novo cenário urbano em Irecê: enquanto a cidade cresce economicamente e se fortalece como polo regional, parte da população encontra dificuldades para continuar vivendo no município. Especialistas apontam que a ausência de novos programas habitacionais populares contribui diretamente para o aumento da demanda por imóveis e, consequentemente, para a valorização acelerada do mercado imobiliário local. Para muitos moradores, a esperança agora é que novos investimentos em habitação popular possam voltar a acontecer, permitindo que famílias de baixa renda tenham novamente acesso à casa própria e condições dignas de moradia em Irecê.

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